Em economia e finanças, um índice é uma medida estatística das mudanças ou variações de um grupo de dados relacionados.

Esses dados podem estar relacionados à performance das empresas, preços, produtividade, emprego, ….

Portanto, os índices ou indicadores econômicos, rastreiam a saúde econômica observando diferentes perspectivas.

A quantidade de indicadores pode ser realmente assustadora, mas vamos falar aqui dos mais comuns e presentes no mercado financeiro.

Basicamente podemos classificá-los assim:

  • Juros (Selic e CDI): mais relacionados a ativos de renda fixa;
  • Inflação (IPCA e IGP-M): utilizados em qualquer investimento;
  • Ações (IBOV): variação da bolsa brasileira;
  • Fundos Imobiliários (IFIX): variação dos fundos imobiliários.

Juros (Selic e CDI)

Selic é a taxa básica de juros da economia.

Por que ela é importante?

Porque ela influencia todas as taxas de juros do país.

Abaixo podemos ver uma imagem real da variação da taxa Selic, obtida no site do Banco Central.

Como podemos observar, a taxa Selic está no valor mais baixo dos últimos 10 anos.

Como isso afeta o investidor?

Para quem está querendo adquirir títulos do Tesouro, CDBs, LCs, Debêntures, poupança…, ativos de renda fixa de uma forma geral, terão uma rentabilidade das mais baixas dos últimos 10 anos.

Por outro lado, o investidor que adquiriu esses ativos em meados de 2011 e/ou de maio de 2015 a 2016, tiveram ou ainda estão tendo uma excelente rentabilidade.

No caso do juros (taxa Selic), aquele ciclo econômico que apresentamos no artigo A importância de um caixa de investimento, o funcionamento é inverso.

Quando o juros está no ciclo de alta, o investimento em ativos de renda fixa se torna atrativo, sendo menos atrativo nos ciclos de baixa do juros.

Normalmente, quando a taxa Selic está muito baixa, outros indicadores avançam ao invés de recuar, visto que os investidores da renda fixa migram os recursos para outros ativos com melhor perspectiva de ganho.

Observe o gráfico abaixo sobre a evolução do IFIX (fundos imobiliários) desde 2011.

Perceba que em 2016 no gráfico da taxa Selic, o juros está caindo, enquanto os fundos imobiliários começam a subir.

Podemos ver claramente uma migração dos recursos financeiros, saindo da renda fixa para a renda variável.

E o que é o CDI?

CDI vem de Certificado de Depósito Interbancário e é um indexador muito utilizado como parâmetro para ativos de renda fixa.

Você já deve ter se deparado com algo do tipo “aquele fundo rendeu 128% do CDI“, ou CDBs e LCs com rendimento baseado no CDI, por exemplo 114% do CDI.

Em 2018 houve mudanças nos critérios de apuração das taxas CDI, e a tendência, é que a taxa CDI fique igual a taxa Selic.

Inflação (IPCA e IGP-M)

Aqui estamos preocupados com a variação dos preços de um conjunto de bens e serviços em um determinado período.

Por quê isso é importante?

Porque isso vai te ajudar a saber qual foi o ganho REAL do seu investimento.

Do que adianta você ter lucrado 30% em 1 ano se a inflação nesse mesmo período foi de 25%, por exemplo.

Portanto, devemos sempre aferir os ganhos descontando a inflação, mais especificamente o IPCA.

IPCA

É o Índice de Preços ao Consumidor Amplo utilizado pelo Banco Central do Brasil para monitorar o sistema de metas de inflação.

Suas variações influenciam na decisão de aumentar, reduzir ou manter a taxa Selic, que por sua vez interfere na rentabilidade de todos os investimentos.

Este é o índice principal e oficial relacionado à inflação para o consumidor.

IGP-M

É o Índice Geral de Preços do Mercado.

Atualmente é o índice utilizado para a correção de contratos de aluguel e como indexador de algumas tarifas como energia elétrica.

Seu funcionamento é diferente do IPCA, que representa o consumo de famílias com renda entre 1-40 salários mínimos.

Já no IGP-M:

  • apenas 30% (IPC) do valor é composto por preços ao consumidor,
  • 60% é composto pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-M) e
  • 10% pelo Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M).

Por isso, o IGP-M está mais ligado a macroeconomia do país. Abaixo podemos observar o gráfico do IGP-M nos últimos 5 anos.

B3 (IBOV e IFIX)

IBOV

O Índice Bovespa aponta o desempenho médio dos papéis das principais empresas com ações negociadas na bolsa de valores de São Paulo, a B3 – Brasil, Bolsa, Balcão, antiga Bovespa.

É o principal indicador do mercado acionário brasileiro.

Investidores da Bolsa de Valores ou de Fundos de Ações o utilizam para verificar como o seu investimento está em relação ao índice.

Veja abaixo o gráfico do índice para os últimos 5 anos.

Perceba que praticamente estamos em uma máxima histórica, reflexo do juros baixo.

IFIX

O Índice de Fundos de Investimentos Imobiliários afere o desempenho médio dos fundos imobiliários mais negociados e de maior liquidez da bolsa brasileira.

Aqui são os investidores de FIIs (Fundos Imobiliários) que o utilizam para verificar como seus investimentos estão em relação ao índice.

Como vimos no início deste artigo, o IFIX também está em uma máxima histórica.


João Paulo Delgado Preti

Doutor pela Escola Politécnica da USP, possui mestrado em Ciência da Computação pela Universidade Federal de Santa Catarina. Atualmente é professor associado do Instituto Federal de Educação Ciência e Tecnologia de Mato Grosso e presta consultoria em desenvolvimento de software.

2 comentários

bruno ferreira santos · 16 de Novembro, 2019 às 19:49

ótimo site

Os comentários estão fechados.